Tive um nervous breakdown segunda-feira.
Do nada, tive que ir para a cozinha da Motivare pra chorar no ombro
da minha mãe. Porque tá tudo dando errado. Ou não errado, só que tem
muita coisa acontecendo de uma vez só. É a faculdade, quarto e final
ano da faculdade, diga-se de passagem, tenho que pensar em TG, num tema
que inove, tenho que me esforçar pra ser mais criativa que o resto.
Além do mais, saiu hoje a lista final do TG: 77 pessoas fazendo Estilo,
14 em Fotografia… Por que começo a pensar que eu escolhi errado? Não,
não, não escolhi errado, só acho que tinha que ter começado a pensar
nisso mais cedo.
Tô tentando convencer minha mãe que eu preciso fazer terapia, eu
preciso falar com alguém. Mas a expressão “falar com alguém” não dá
certo, porque sempre tenho ela, a Thá, a Lara pra falar….. mas não é
disso que eu falo…. Mas é que mãe é mãe. Elas sempre tentam consertar
nossos problemas sozinhas. E eu sempre falei que a gente tem que dar as
prórpias cabeçadas na parede pra dar certo na vida…
E ainda tem a birrinha infantil do meu padrasto, the short money
(short, short, quase midget), esse nervosismo que não passa…… domingo
eu chorei no estacionamento do supermercado porque a vaga que eu me
esforcei tanto pra entrar com o carro tinha um carrinho de supermercado
que algum panaca deixou lá no fundo…. Eu nunca tive tanta raiva a ponto
de chorar… e isso parece ser uma situação recorrente esses últimos
tempos…
Vamos analisar a quantidade de “três pontinhos” que eu coloquei
nesse post em três parágrafos: 8. Isso não é normal. É uma média de 2,6
“…” por parágrafo. Isso demonstra minha ÓBVIA falta de certeza em
relação a tudo, inclusive em relação a minha própria escrita, ainda
mais pontuação (materiazinha chata que eu provavelmente faltei na aula
– a única coisa que eu lembro é que antes de “mas” tem vírgula. Certo?)
Daí, depois de uma conversa com o conteúdo acima, em meio a choro e
soluços, a idéia da terapia foi “aprovada” (mas lembrando que mamãe não
quer que eu passe os próximos 8 anos fazendo análise freudiana,
pensando no sorvetinho verde ou na Melissinha que ela não me deu quando
eu era pequena, o que desencadeou uma série de eventos que me fizeram
uma pessoa neurótica, desesperada por antecipação e engraçada em
momentos trágicos.). Ok, vamos começar a terapia. Mas eu tenho que
definir quais exatamente são meus problemas. Aí, fudeu
ferrei-me. A única coisa que eu faço pior do que ficar tranquila é
definir coisas. Já basta definir o meu tema do TG, isso é definição
suficiente por um ano e olhe lá.
Vai: quem me conhece que me diga: quais são meus problemas?
Eu obviamente sou um poço de nervosismo. Existem pessoas que são um
solzinho da Sanrio ambulante. Eu não. Sabe aquela nuvenzinha cinza,
soltando raios que persegue as pessoas em tempos complicados? Pois é,
eu sou a mãe dela. (mamãe falando “Mariana, não pense assim”)
Mas quem sabe um blog ajuda… não aqueles blogs que eu fazia questão
em fazer, cheio de coisas divertidas pras pessoas entrarem, aqueles que
eu checava o counter nervosamente (que surpresa) pra ver se eu tinha
tido mais hits… quem sabe eu consigo escrever nesse aqui como eu
escrevo no meu diário (diário, que diário?). Sincera.