Se eu pudesse simplesmente colocar no papel (ou na internet) o que eu penso, na hora que eu penso, seria muito mais fácil. Primeiro, porque eu seria mais sincera. Na escrita dias depois eu me auto-censuro, acho que posso ser cruel demais, pedinte demais, boba demais. Segundo, porque eu não teria que reviver todos os sentimentos pra construir uma frase. É muito difícil ter que lembrar de coisas que eu não gostaria de reviver, perceber coisas que eu não vi na hora…
Alguém lendo isso vai me perguntar ‘então, por que você escreve?’. Porque, depois reviver e re-sofrer, ter tudo ali, descrito, escancarado pra quem quiser ler, isso surpreendentemente ajuda.
Sobre a minha semana, o que eu não gostaria de reviver e lembrar?
As minhas escolhas, sempre equivocadas e mal direcionadas, o meu rancor sem nexo, a minha tristeza recorrente pelo mesmo assunto, o fato de que eu fiz alguém que eu amo chorar, o fato de ter dito coisas (necessárias) mas duras demais, eu não ter passado na cabeça de ninguém…
…she’s thinking how did I get here, I’m doing all that I can…
Uma dessas coisas eu já resolvi, por mais resolvida que eu estava ontem, acabei me comovendo e desisti de encanar com isso. E por incrível que pareça, acabei ficando mais leve.
Mas uma dessas outras coisas, eu não sei nem como lidar. É uma que eu acho que estou errada em me sentir assim, mas saber disso parece que não tem efeito nenhum no sentimento em si. Por que? Eu sei que eu não tenho motivo, ou razão. Então…o que eu faço?
Dúvida sobre a frase final, entre duas músicas. Bem semelhantes, mas entre a escolha e o excesso, prefiro o excesso. (O que isso diz sobre mim?)
…I can see it in your eyes, broken windows, falling skies…
…I see that look in her face, she’s got that look in her eye…
Um comentário:
VOCÊ passa sempre pela minha cabeça... aliás, você mora lá!! hehehe
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