Eles são quatro.
Dois que já deveriam ter saído da minha cabeça, um que anda saindo e um que teima em querer entrar, mesmo quando eu não quero que entre.
O primeiro já é passado, mas deixou um pouquinho dele pra trás. Mas acho que vai sempre sobrar esse pouquinho sem devolver, não tem como. Acho que é assim mesmo.
O outro é... difícil. Não sei lidar com ele. Fico boba, atrapalhada, de perna bamba. E nada nunca acontece. Já devia ter acontecido, muito tempo atrás, mas não agora. E eu ainda não consigo mandar ele embora dessa minha cabeça e ele fica ecoando. Do nada, numa noite de quinta-feira ele aparece, a gente se cumprimenta, troca olhares e ele vai embora. Ele sempre vai embora.
O terceiro foi meu único pensamento por três meses, mas bastaram dois minutos de conversa no telefone e ele já não parece tão interessante assim. Perfeito, perfeito pra mim, ele parecia a sorte batendo na minha porta, a solução pros meus problemas. Mas não, não é mais. Na verdade, ninguém é mais...
O último......vejam bem, não sei explicar. Ele devia entrar. Pelo que me conheço (vinte e dois anos de amizade comigo mesma me ensinaram algumas coisas) eu devia estar cultivando uma imagem dele na minha cabeça nesse exato momento. Cultivo memórias, isso sim, mas uma idéia de futuro não. De vez em quando eu escapo e penso nele antes de dormir, mas no dia seguinte já esqueci e faço toda a força do mundo pra não lembrar. Eu não quero que ele entre. Não quero.
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