31 de dez. de 2009

Porto de Galinhas

Resumo da minha última semana:
Tivemos um vôo bizarro até aqui, de madrugada. Chegamos as seis da manhã, dormimos o dia inteiro e, quando acordamos, era meio dia. Concluímos que estávamos em Lost.
Andamos quatro quilometros até o centrinho. Mamãe toda empolgada usando crocs que faziam nhec nhec a cada passo, Tony Rato me assustando com os siris-fantasma e eu, morrendo de medo, cansada, reclamando de dor na perna, na mão, no nariz, etc. You get the picture.
Macaxeira gratinada com carne de sol. Queijo coalho com mel de engenho. Bolinho de macaxeira. Tapioca de côco. Camarão. Caipirinha de cupuaçu. Alguns quilos a mais, mas nem me importo, a comida aqui é muito boa.
Terceiro dia e estava já parecendo um camarão recém saído da panela: VERMELHA.
Sem conseguir andar direito, consegui convencer a família a pegar um taxi-buggy pro centrinho. Estava com a consistência física de uma ameba gratinada. Não muito agradável.
Fomos pra Muro Alto, piscina natural linda. Perguntamos a hora pro vizinho de barraca que disse serem duas da tarde! Atrasados pra caralho.
Chegamos no taxi e, surpresa, era uma e meia ainda. O vizinho de barraca não tinha ajustado o relógio. Aqui não tem horário de verão. Acostumamos a nos perguntar as horas "de São Paulo ou de Lost?".
Fiz massagem num bangalô do lado do mar. Eita menina forte, acho que fiquei toda roxa, mas pelo menos os nós das minhas costas saíram. Me sinto uma gelatina, um pouco mais consistente que uma ameba.
Cheguei a conclusão que eu só atrapalho estando no mesmo quarto que mamãe e Tony Rato. Na próxima viagem vou exigir o meu próprio. Daí quem sabe o Tony Rats não fica tão rabugento de manhã. Mas isso eu também acho que é porque ele também fritou que nem um camarão.
Pra quem me conhece, o impossível: eu pequei um caranguejo vivo. Ele se mexe e é duro. Horroroso, fiquei passada. A menina da minha jangada ficava cutucando o pobre coitado no olho. Tuim! Tuim! Tuim!
Pobre siri, ele pode ser horroroso, mas não precisa ficar caolho....
Sorvete de tapioca, colares de palha de buriti, enfeite pra casa feito com casca de coco, internet wireless a rádio no hotel. HEIN?!
E cá estou eu, esperando pra poder voltar pro meu quarto e me vestir pra ceia de ano novo do hotel. Mais comida. Já estou me vendo em São Paulo mais gordinha que antes. Isso que uma das minhas resoluções de ano novo era entrar pra academia. Hmm, existe resolução de meio de ano?
Bom, não sei, vou pensar nisso depois, agora tenho que ir colocar o vestidinho verde claro (cansei de branco), a calcinha cor-de-rosa (como sempre, after all, eu sou uma romântica) e escrever o nome de alguém no meu pé esquerdo (sim, eu faço simpatias de ano novo, vira e mexe alguma dá certo). Vou pular sete ondinhas, jogar flor no mar e assistir os fogos.
Feliz ano novo pra você também.

20 de dez. de 2009

Retrospectiva 2009

  • Primeiro ano com educação completa
  • Enfrentei a Fabiana numa guerrinha de e-mails ridícula
  • Descobri que moda é uma merda
  • Me inscrevi no SAT
  • Mandei a minha primeira application pra fazer astrofísica
  • Virei "Méri-efeito-instantâneo"
  • Fui demitida
  • Chamei a Giuliana de histérica
  • Paguei meus cartões de crédito
  • Me apaixonei de novo
  • Fiz um curso genial de astronomia
  • Tive a conversa mais legal da minha vida
  • Fui esquecida
  • Arranjei um trabalho novo numa área completamente nova

...acontecimentos das últimas semanas do ano serão resumidas em janeiro.

13 de dez. de 2009

I should have known.
E pensar que eu imaginava ele como...........diferente. Como alguém que não faria coisas desse tipo.
Eu deveria ter ouvido a Thá.

Qual é a minha vantagem nessa história toda? O que me faz mais interessantes do que elas? Exite algum ponto extra pra mim?

E agora..... eu não consigo pensar em mais nada. Absolutamente nada.

10 de dez. de 2009

Kissing Booths



Por que não existem kissing booths no Brasil? Tipo... barraca do beijo? Nunca vi uma.....

9 de dez. de 2009

Essays

Já foi um PARTO escrever as essays pra Berkeley. Agora, se possível, me apareceu uma mais complicada: Caltech.
Nada mais, nada menos que CINCO essays pra serem escritas em duas semanas.

Ah, claro, eu posso reciclar uma ou duas de BErkeley, mas tem umas perguntas que eu não faço a mííínima idéia de como responder...
Exemplo:

Caltech students have long been known for their quirky sense of humor and creative pranks and for finding unusual ways to have fun. What is something that you find fund or humorous?

Aaahhhhnnn.............pretty much anyhing?
Acho que não dá pra responder isso, não? Principalmente porque são MIL-EQUINHENTAS-PALAVRAS!!! Sério! Vocês tão me zuando, né? Mil e quinhentas? Eu não escrevi isso nem na minha monografia!!!...........não, mentira... escrevi, mas that's not the point!

....eu detesto me botar num papel.

8 de dez. de 2009

Fill In The Blanks

- Eu tenho: muita fome. Sempre.
- Eu desejo: hm....nem te conto quem.
- Eu odeio: aranhas.
- Eu escuto: no momento? A trilha sonora de Across The Universe.
- Eu tenho medo de: aranhas. Muito medo.
- Eu não estou: com a menor vontade de levantar desse sofá.
- Eu estou:  ...........com fome?
- Eu perco: qualquer coisa no meu quarto.
- Eu preciso: de um trabalho.... mas só em janeiro.
- Me dói: ver gente querida sofrer.
- Tem um diário? Sim.
- Gosta de cozinhar? Adoro, só tenho preguiça.
- Gosta de tempestades? Tenho medo de trovão e de quando acaba a luz.
- Há algum segredo que vc não tenha contado à ninguém? Ô se tem.
- Acredita no amor? Tanto quanto eu acredito que a Terra é redonda.
- Quer casar? Sim.
- Quer ter filhos? Valentina.
- A frase que mais usa no msn: ” hmm, …………………”
- Sua banda favorita: Ih, fudeu.
- Seu maior desejo: Entrar em Berkeley.
- 3 Lugares estranhos em que vc transaria: Putz… numa cabine de banheiro (nem é TÃO estranho), num provador de loja e num avião.
- Signo: Câncer.
- Cor dos olhos: castanhos.
- Numero favorito: 7
- Dia favorito: 7 do 7 (que por acaso é meu aniversário).
- Mês favorito: janeiro.
- Estação do ano favorita: primavera.
- Café ou chá? Café .
- Tem problemas de auto estima: Meudeusdocéu. Alguns.
- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: Já fiz isso. E também já não fiz isso. E já não fizeram isso comigo. Portanto, sim, abriria, não gostei do que aconteceu.
- Iria a uma micareta: Amarrada num poste, como pagamento de aposta, bêbada, com tampões de ouvido e uma venda.
- Cuidaria de amigos bêbados: Faz parte de ser amiga de verdade.
- Dá troco sem problema nenhum: Dou, mas continuo me remoendo.
NAS ULTIMAS 24HS VC:
- Chorou? Não.
- Ajudou alguem? Sim.
- Ficou doente? Não! Minha gastrite já passou!
- Foi ao cinema? Não.
- Disse “te amo”? Nã-ão.
- Escreveu uma carta? E-mail serve?
- Falou com alguem? Ahhhn… sim? Alguém já me viu NÃO falar com alguém?
- Teve uma conversa séria? Sim.
- Perdeu alguem? Não.
- Abraçou alguem? Sim.
- Brigou com algum parente? Não.
- Brigou com algum amigo? Não.
ALGUMA VEZ VC PODERIA:
- Beijar alguem do mesmo sexo? Ish….. acho que não.
- Fazer sexo com alguem do mesmo sexo? Certeza que não.
- Saltar de paraquedas? Nuncanuncanuncanuncanuncanuncanuncanunca!!!!!
- Cantar em um karaoke? Ah, bom, depois do mês passado, na buena.
- Ser vegetariano? Putz, por pouco tempo… tenho ataques de carnivorismo.
- Se embebedar? HAHAHAHAHAHAHA!
- Roubar uma loja? Não! (A Nicole queria roubar adesivinhos da papelaria quando a gente era pequena e eu não consegui).
- Se maquiar em publico? Veja bem…..eu fiz moda. E tenho olheiras.

27 de nov. de 2009

Chances

There’s a small, *tiny* chance I might be terribly, wretchedly in love.

4 de nov. de 2009

Six Word Story

Kissed many frogs, haven’t found prince.

21 de set. de 2009

Letting it All Out

As diferenças entre eu e a Thalita são muitas e em características fundamentais. E muito perigosas pra você.
Eu não perderia um minuto de sono se eu contasse pros seus amiguinhos quem você é. Não sentiria o mínimo remorso. Porque você merece isso e muito mais.
A única coisa que me impede de te escancarar pros seus amigos quadrados é a minha amizade com aquela que você disse ser a mulher da sua vida. Porque eu ainda acho que quem tem que fazer as honras é ela, mas ela tem uma coisa que você nunca teve e, provavelmente, nunca vai ter: integridade. E você tem que cuidar muito dos seus passinhos agora, porque ela te tem nas mãos.
Eu não me preocupo com palavras inteligentes ou uma frase bem construída, só em passar a minha mensagem: você é um filho da puta peverso. E você não merece que nenhuma pessoa se importe com você.
Eu realmente espero que alguém te desperte essa consciência, mas, ao mesmo tempo, eu espero que você se foda.

15 de set. de 2009

OI?!?!

E-mail recebido hoje:
“Parece que falo grego, então vou ter que repetir.
Das duas uma, ou vc não leu o email anterior ou realmente não esta levando a sério a minha colocação.
Mas como TUDO tem limite, dessa vez acredite, será pela última vez:

Quando vc estiver no caixa, por favor NÃO DEIXE DE PASSAR AS VENDAS no mesmo dia!

Por favor colabore com a empresa.”
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………..ok, então…..
Alguém aí acha que eu tinha que dar um piti? Sim ou não? Vamo lá galera, levantando as mãos!!!

10 de ago. de 2009

The Underdog

Eu sempre me identifico com o “underdog”. Aquele que todos esperam que perca ou não consiga.
Não importa o quanto aquela pessoa seja boa, correta, simpática, educada, sempre tem alguém que não confia, que não acredita, que não se importa, que não faz questão.
Essas situações sempre me deixam mal. Mas mal mesmo, de não conseguir parar de pensar nisso.
Uma vez eu tava no shopping, almoçando. Do meu lado sentam um pai com a filha: ruiva de cachinhos, sardas e óculos de criança (sabe? Rosa de gatinho, mas de lentes de grau mesmo). Ela usava um vestidinho rosa, com uma sapatilha amarela. Meio bochechudinha. É o tipo de criança que a maioria dos adultos acha uma graça: ela conversa com o pai com a maior desenvoltura, animada, deve ter uns 8 anos.
Ela conta da festa que uma menina da sala dela vai dar. Que presente ela compra? A menina da festa é muito legal, tem roupas lindas. (onde eu já ouvi essa história antes?) Ela pergunta pro pai que roupa ela pode usar- o vestido de festa que eu usei no casamento? – se ele leva ela ou ela vai com a sala dela, direto da escola. Ela é amiga do pai, conta tudo, feliz que foi convidada pra festa.
No meu mundo, essa menina vai ser magoada. Ela vai ser a quatro-olhos gordinha e sardenta da série dela. As meninas legais de roupas lindas vão passar por cima dela enquanto ela chora pro pai. E ela vai se perguntar por quê, o que ela pode mudar. E ela não deveria mudar: ela é uma graça, super educada, fofa, se importa com a família, mais do que com as outras pessoas. Mas ela vai querer mudar por causa dessas pessoas.
E é isso que me deixa irada.
Eu já fui essa menina. Eu sei exatamente como ela vai se sentir. E não tem nada que eu possa fazer.
Essa menina de sapatilha amarela surgiu de novo na minha vida na pele do manobrista de terno amarelo mostarda e camisa azul marinho. A dona da loja não gostou dele de primeira, achou que ele cheirava álcool. Eu não senti nada.
Sempre foi “bom dia, boa tarde, bom apetite, boa noite, quer ajuda, te acompanho até o ponto de ônibus, te empresto 5 reais, não precisa pedir desculpa, imagina, quer que eu lave seu carro” comigo e com todo mundo, inclusive a dona.
E ela ainda não confia nele. O primeiro erro é considerado uma catástrofe. Uma barbaridade.
Isso foi hoje. O que virá de resultado, só amanhã. Mas hoje eu me lembro da menina de óculos cor de rosa de gatinho e da sapatilha amarela.

5 de jun. de 2009

“Birds don’t fly this high. Airplanes don’t go this fast. The Statue of Liberty weighs less. No species other than human can even comprehend the event. The launch of a rocket bound for space inspires awe and challenges description.”

1 de jun. de 2009

Pale Blue Dot





“We succeeded in taking that picture [from deep space], and, if you look at it, you see a dot. That’s here. That’s home. That’s us. On it, everyone you ever heard of, every human being who ever lived, lived out their lives. The aggregate of all our joys and sufferings, thousands of confident religions, ideologies and economic doctrines, every hunter and forager, every hero and coward, every creator and destroyer of civilizations, every king and peasant, every young couple in love, every hopeful child, every mother and father, every inventor and explorer, every teacher of morals, every corrupt politician, every superstar, every supreme leader, every saint and sinner in the history of our species, lived there on a mote of dust, suspended in a sunbeam.
“The earth is a very small stage in a vast cosmic arena. Think of the rivers of blood spilled by all those generals and emperors so that in glory and in triumph they could become the momentary masters of a fraction of a dot. Think of the endless cruelties visited by the inhabitants of one corner of the dot on scarcely distinguishable inhabitants of some other corner of the dot. How frequent their misunderstandings, how eager they are to kill one another, how fervent their hatreds. Our posturings, our imagined self-importance, the delusion that we have some privileged position in the universe, are challenged by this point of pale light.
“Our planet is a lonely speck in the great enveloping cosmic dark. In our obscurity — in all this vastness — there is no hint that help will come from elsewhere to save us from ourselves. It is up to us. It’s been said that astronomy is a humbling, and I might add, a character-building experience. To my mind, there is perhaps no better demonstration of the folly of human conceits than this distant image of our tiny world. To me, it underscores our responsibility to deal more kindly and compassionately with one another and to preserve and cherish that pale blue dot, the only home we’ve ever known.”
-Carl Sagan, “Reflections on a Mote of Dust”

13 de mai. de 2009

What You Get

…when you let go?
You get a slap in the face. THAT’S what you get.

12 de mai. de 2009

Twitter & O Que Você Não Deveria Dizer

marianamazzi: Eu nunca gosto só do “the wrong guy” É sempre do very VERY wrong ou what-were-you-thinking wrong. O que isso diz sobre mim?

robertowolvie:@marianamazzi Que você não se contenta com os modelos padrão.

marianamazzi:@RobertoWolvie As vezes eu acho que o modelo padrão seria mais sensato…..

robertowolvie:@marianamazzi Sensato… deve estar na lista das 10 qualidades mais tediosas, não?

marianamazzi:@RobertoWolvie Definitely boring. Mas o oposto também anda me dando alguns problemas…
 
filipejorge:@marianamazzi O que isso diz sobre MIM? (pergunta retórica, não precisa responder, heheh)

…..oops!

11 de mai. de 2009

Let Go

Escrever nesse blog tem um problema.
Se eu pudesse simplesmente colocar no papel (ou na internet) o que eu penso, na hora que eu penso, seria muito mais fácil. Primeiro, porque eu seria mais sincera. Na escrita dias depois eu me auto-censuro, acho que posso ser cruel demais, pedinte demais, boba demais. Segundo, porque eu não teria que reviver todos os sentimentos pra construir uma frase. É muito difícil ter que lembrar de coisas que eu não gostaria de reviver, perceber coisas que eu não vi na hora…
Alguém lendo isso vai me perguntar ‘então, por que você escreve?’. Porque, depois reviver e re-sofrer, ter tudo ali, descrito, escancarado pra quem quiser ler, isso surpreendentemente ajuda.
Sobre a minha semana, o que eu não gostaria de reviver e lembrar?
As minhas escolhas, sempre equivocadas e mal direcionadas, o meu rancor sem nexo, a minha tristeza recorrente pelo mesmo assunto, o fato de que eu fiz alguém que eu amo chorar, o fato de ter dito coisas (necessárias) mas duras demais, eu não ter passado na cabeça de ninguém…


…she’s thinking how did I get here, I’m doing all that I can…



Uma dessas coisas eu já resolvi, por mais resolvida que eu estava ontem, acabei me comovendo e desisti de encanar com isso. E por incrível que pareça, acabei ficando mais leve.
Mas uma dessas outras coisas, eu não sei nem como lidar. É uma que eu acho que estou errada em me sentir assim, mas saber disso parece que não tem efeito nenhum no sentimento em si. Por que? Eu sei que eu não tenho motivo, ou razão. Então…o que eu faço?
Dúvida sobre a frase final, entre duas músicas. Bem semelhantes, mas entre a escolha e o excesso, prefiro o excesso. (O que isso diz sobre mim?)
…I can see it in your eyes, broken windows, falling skies…
…I see that look in her face, she’s got that look in her eye…


(sim, são bem parecidas, mas, pra mim, o sentido e bem diferente…)

18 de mar. de 2009

Guilt

 Lição de hoje: não tente flertar com um policial, Mariana. Ele vai achar que você está com cara de culpada.
Sim, eu tive a pachorra de olhar um policial bonitinho num posto de gasolina. E ele me mandou parar o carro.
Ridículo!!! Essas coisas acontecem pra imaginar A CARA DE CULPADA que eu devia estar fazendo!!! huahauahuah, depois que o choque da coisa passou (ele pediu o documento do carro, que, pra variar, ficou em casa, e perguntou se o carro estava licenciado que, pra variar, eu não sabia!) eu fiquei tentando imaginar o que ele viu e pensou de mim!
De tão tragicômica que foi a experiência, eu passei a tarde inteira rindo do nada do lado da minha chefe que, by now, deve me achar completamente louca. Se ela não já achava isso antes, obviamente…
Aliás, mas uma coisa que eu fiquei rindo a toa hoje a tarde toda: chegou uma carta aqui no ateliê de uma loja chamada Virgem Maria!!! huahauhauahuaha, hilááário!!!

19 de fev. de 2009

Longing

No carro parado, no meio da chuva, ouvindo “Sonata Ao Luar”, minha avó fala

Não sei se sou só eu que sinto essas coisas, Mariana, mas as vezes….. eu tenho saudade de mim.

Não, vó, não é só você.

21 de jan. de 2009

Omnipresence

Não. Não tenho esse poder. Adoraria, na verdade. Assim, eu poderia criar, fazer produção, vender e ainda ligar pra fornecedores, como querem que eu faça, tudo de uma vez.
Claro, quando sai uma pessoa daqui, a pergunta é: a Mari sabe fazer isso?
Saber? Sim, sim, eu sei.
Ótimo, então a Mari faz.
Só que a Mari não tem um dia de 40 hors e a Mari não consegue fazer tudo ao mesmo tempo, não gosta de ser cobrada de uma coisa diferente a cada cinco munitos e principalmente, DETESTA ser chamada de desorganizada.
Uma coisa é bagunceira. Concordo, sou bagunceira mesmo, minha mesa é uma zona. Mas desorganizada eu não sou. Sei exatamente onde estão minhas coisas, onde está ficha de corte, onde está amostra de tecido, os desenhos da coleção passada ou os meus próprios sapatos.
Começo a pensar que o meu senso de gratidão e fidelidade é uma característica que eu adoraria não ter em relação ao trabalho. Porque, pelo visto, essa “gratidão” passa completamente despercebida e me faz bem mal quando outras pessoas que não têm esse tipo de fidelidade saem daqui e tudo piora pro meu lado, pois a Mari sabe fazer tudo, como não?